Prisioneiros, cagantes e mijantes

Está na hora de proibir não só as beatas de cigarro no chão, mas o absurdo das fossas a céu aberto. Por todo o lado mijam e cagam cães. Estão, os cantos dos edifícios e os postes da luz, encardidos de tanto mijo. Abunda o perfume dos dejetos animais pelas ruas e jardins da cidade. Um absurdo, acharem normal proibirem o ser humano de mijar e cagar na rua, mas andarem, impávidos e serenos, entre o mijo dos animais, prisioneiros, cagantes e mijantes.

2019-09-05

Património cultural(Defesa das raças autóctones)

Sugiro que se discuta a definição e enquadramento das nossas raças animais autóctones, de uma forma abrangente, e não só bovinas, ovinas e equinas, para citar algumas, que merecem certificação e apoios públicos. Há um universo de raças animais, nomeadamente caninas, que no meu entender constituem um importante património histórico-cultural, algumas em vias de extinção, inclusivé com contributo histórico de serviço na manutenção e defesa de outras raças, que deviam merecer legislação específica de apoio. Falo àcerca dos abnegados criadores de raças caninas autóctones, cujos afixos enquanto actividade económica específica é mantida por paixão, frequentemente com prejuízo e sempre com o sacrifício das suas vidas particulares. Sugiro legislação para apoios, sanitários aos seus canis e alimentação animal, por exemplo.

2019-08-26

Estacionamento irregular

Cada vez mais se verifica uma falta de civismo na estrada. O estacionamento irregular é uma das atitudes que mais afetam os outros. Muitas vezes verifico carros estacionados em segunda fila com lugares vagos mesmo ao lado ou a 20 ou 30 metros, só porque os condutores não querem perder 1 minuto com manobras ou andar uns poucos metros. Vê-se carros estacionados em lombas, em cima da faixa de rodagem, em curvas apertadas, em cima de passeios. Esta conduta afeta a segurança e penaliza os outros condutores e transeuntes. Mais do que campanhas esporádicas, devia haver mão pesada para obrigar a uma mudança de mentalidade. Propunha também, que a nível municipal fosse disciplinado o estacionamento, nomeadamente por recurso a linhas amarelas e placas de sinalização. Isso é mais premente fora das grandes cidades onde esse ordenamento já está relativamente feito, falhando aí apenas a fiscalização.

2019-08-08

Como combater fugas ao fisco

Tendo verificado que uma percentagem de pagamentos são atualmente efetuados com cartão unibanco ou carão de crédito e que raramente é pedido para a fatura incluir o NIF, seria possivel evitar que deixasse de haver essa omissão se nos cartões já estivesse disponível o NIF que automaticamente passasse para a fatura quando da sua emissão.

2019-07-30

Potencialidade da divulgação da exemplaridade do trabalho das comissões parlamentares no combate à abstenção eleitoral

Sou um cidadão de 62 anos que nunca foi capaz de se abster em qualquer ato eleitoral, porque entendo que o meu voto, por mais pequeno que seja, é sempre um contributo para o interesse do País. Por essa razão, fico triste com os níveis de abstenção que, infelizmente, parece que não tendem a diminuir. Como já tenho mais tempo na minha vida, tornei-me um espetador cada vez mais frequente da ARTV, nomeadamente, das reuniões das comissões parlamentares. Isso tem-me permitido constatar a respeitabilidade que a generalidade dos deputados que as constituem demonstram, o que é um importante contributo para que eu, como cidadão, sinta que tenho acertado na minha decisão de votar sempre. No entanto, estou ciente que há uma maioria de cidadãos (nomeadamente aqueles que se encontram numa fase das suas vidas que não lhes deixa tanto tempo para acompanharem os trabalhos das comissões na ARTV) que não têm a perceção da dignidade e do nível de cuidado posto no discurso e na linguagem que os deputados colocam no dessempenho das suas funções, no âmbito das comissões, que contrasta frequentemente com o menor nível das intervenções nos debates do plenário que, infelizmente, são os mais divulgados pelos canais de TV generalistas, nos noticiários em horário nobre. Ou seja, na maior parte do tempo, os noticiários mais vistos pela generalidade das pessoas mostram o lado pior (o menos nobre) dos nossos políticos, porque é o que capta maiores audiências. E quanto mais baixo for o nível das intervenções, melhor!
A minha sugestão vai no sentido de a AR incluir, no seu orçamento, uma verba destinada à compra de tempo de antena, em horário nobre, para mostrar aos cidadãos que os nossos partidos e os nossos deputados merecem maior crédito do que o que leva muitos dos cidadãos a absterem-se nas eleições. Mesas redondas onde participem os deputados de cada partido que melhor se exprimem e que mais se destacam nas comissões, pela sua qualidade de discurso e nível de intervenção, que mostre aos portuguêses o que de melhor se vê nas comissões parlamentares. Essas mesas redondas deverão ser orientadas para o comentário, feito pelos próprios deputados das comissões, acerca de destaques de gravações da ARTV das intervenções mais dignificantes que ocorrem nessas comissões, por contraponto às trocas de palavras de ataque e contra-ataque que quase são a regra no plenário (e menos frequentes nas comissões). Será um bom uso de dinheiros públicos, mesmo que possa sair caro. Em vez de mesas redondas, também podem ser apresentados pelos deputados que presidiram aos trabalhos da comissão, num dado momento, que sabem sempre ser exemplarmente corretos e isentos nesse papel. A título de exemplo, acabei de ver, na ARTV, a leitura do relatório da II comissão parlamentar de inquérito à CGD, feito pelo exemplar deputado João Almeida (não, nunca votei no CDS, mas admiro este deputado). Os comentários dos representantes dos restantes partidos, foi também exemplar, sem exceção, ao não mostraram quaisquer reservas ou sinais de relutância em elogiar o trabalho feito pelo pelo colega que elaborou o relatório e o trabalho conjunto da comissão, pelo seu importante contributo para que possam ser corrigidas diversas falhas e introduzidas melhorias à supervisão bancária. Gostei de ver! Faz-me sentir que tenho feito bem em votar sempre. Pode ser que alguns cidadãos passem a sentir que devem votar, ao verem o que vi.

2019-07-21