Tornar a disciplina de Português mais cativante para os alunos .

Nos últimos anos ou mesmo na última década a disciplina de Português no 2º Ciclo do Ensino Básico contempla a leitura de textos de autores que tentam reduzir ou minimizar o pensamento crítico dos alunos/as entre os 10 / 11 anos de idade.

Atualmente assiste-se nas aulas de Português a um demasiado aborrecimento pelos textos que as crianças leem e advertem os prefessores de infantilismo e de baixa qualidade interpretativa porque, segundo muitos alunos, as questões do quotidiano seriam mais agradáveis de ler e interpretar em virtude da imensa informação que vão obtendo através das novas tecnologias da comunicação e informação.

Textos infanto-juvenis para aquela faixa etária já começam a ser fastidiosos e pouco aceitáveis, na medida em que tanto os autores escolhidos como os textos não lhes dizem nada e interpelam os professores que o que estão a ler, não lhes é útil para a vida futura em que são obrigados a uma competição feroz e a uma realidade menos sadia.

Quando começam a entender que os pais têm dias árduos e longos de trabalho; quando assistem em casa a discussões por falta de emprego ou precariedade laboral e quando se apercebem na escola e entre amigos que as desigualdades familiares são reais e não ficcionais, a escola para eles torna-se um local pouco ou nada atrativo em virtude de determinados conteúdos programáticos de algumas disciplinas e em concreto da disciplina de Português , que tem vindo a desvalorizar as capacidades criativas e críticas de alunos/as.

Por isso, os deputados deveriam criar uma comissão específica para tratar da disciplina de Português no 2º Ciclo do Ensino Básico com temáticas / textos relacionados com a vida quotidiana; a pobreza no país e no mundo; a existência de problemas de relacionamentos entre as pessoas ; o suicídio ; a depressão; a convivência com diferentes povos e etnias que futuramente em Portugal serão uma realidade mais vasta em virtude da fraca taxa de natalidade entre os chamados " caucasianos"; textos sobre variadíssimos assuntos de abordagem crítica e formativa para a vida futura.

Quanto à gramática ou melhor o funcionamento da língua portuguesa seria adequado aprofundar mais a fonética; morfologia; semântica e eloquência. Pois , cada vez mais, existe a necessidade de preparar as novas gerações para o saber falar e também o saber escrever corretamente suportes burocráticos como: cartas de apresentação para empregos bem elaboradas e convincentes; aceder a informações úteis para o relacionamento em sociedade ser mais compreensível e fiável; comunicar oralmente de forma eloquente no tratamento com os seus semelhantes e expressarem-se formal e informalmente sem terem que memorizar ou " decorar" as inúmeras classes gramaticais que os atrapalha e confunde verdadeiramente.

Não estou a pedir nada de mais relativamente à mudança que deve ser feita na disciplina de Português!

A persistência em autores vivos ou mortos que são obrigados a ler, quando a leitura deve ser uma escolha livre e independente, nunca imposta por pessoas, que até os melhores professores desconhecem, é algo que estimula a curiosidade, a sabedoria individual, a leitura entusiasmada ( nunca imposta como obrigação), a procura de outros saberes fruto de textos interessantes e abertos ao mundo.

Pensem bem na minha simples proposta que mudará para melhor o gosto pela disciplina que ao mesmo tempo é a sua língua materna e idioma mundial.

Agradecimentos a todos os deputados/as que aceitem este desafio .

2020-02-16

Sistema de Desenvolvimento Penitenciário

Desenvolver os detentos atraves de obrigatoriedade de estudo como requisito para ter liberdade pós condenaçao. Desta forma devem ser inseridas escolas dentro das instituições prisionais, vinculadas a entidades de ensino e somente apos a graduação e especialização os detentos podem ter a liberdade e estar melhor preparados para reintegraçao à sociedade. Também deve haver restriçao a consultas/ historico das pessoas (ficha criminal), ficando estas restritas as autoridades. Isso com objetivo de facilitar o acesso destes ao mercado de trabalho.

2020-02-15

Assembleia Deliberativa

O motivo pelo qual lhe endereço este e-mail prende-se com a polémica questão da Eutanásia e da Despenalização da morte medicamente assistida.
É do meu entendimento que tamanha decisão deva envolver toda a comunidade civil, no entanto, não creio que se possa resumir uma questão tão complexa como esta a uma simples resposta de "Sim" ou "Não". Mas talvez existe una solução que possa resolver este impasse.
Estando eu a fazer a revisão da literatura para a minha tese, deparei-me várias vezes com as Assembleias Deliberativas realizadas, com enorme sucesso, em várias partes do globo. Este método de deliberar assuntos complexos encontra a sua força no facto de os cidadãos membros da assembleia serem escolhidos aleatoriamente (livrando-os, a priori, de interesses privados)

Ademais, um dos maiores problemas na tomada de decisão nos tempos modernos é a desinformação que existe acerca de variadíssimos tópicos. Sendo esta questão da eutanásia ou morte assistida tão sensível, urge, de facto, que todas as decisões acerca dela sejam tomadas com a devida informação científica, política, social, moral e religiosa. E é isto que a Assembleia Deliberativa prevê: uma tomada de decisão informada por uma grupo de cidadãos que foram, antecipadamente, informados por vários peritos acerca do tema.

Devemos procurar entendimento fora do espectro tradicional político. E estou ciente que este tipo de soluções apresentem custos elevados, no entanto, tenho a certeza que as Instituições do Ensino Superior, sendo casas do conhecimento por excelência, possam desempenhar aqui um papel preponderante na procura de uma solução democrática, eficaz, económica e justa.

2020-02-14

Eutanásia : uma realidade existente desde sempre, apesar de controversa .

É lamentável que a Igreja Católica ao fim de tantos séculos de mentiras e atrocidades a milhões de pessoas em todo o mundo, desde a Idade Média até ao extermínio de judeus e outras confissões religiosas, derramando sangue nas ruas das principais cidades europeias e posteriormente em territórios colonizados, onde a conversão à força era obrigatória e sem piedade com torturas e desmembramento de braços e pernas, além de decapitações à vista de milhares de crianças, agora pretende ser a verdadeira detentora da salvação e da vida de cada ser humano.

Tendo conversado com várias pessoas e em 2010 quando o meu pai adquiriu um cancro doloroso e fatal, a conversa que teve connosco é que se ficasse dependente e em sofrimento para toda a vida , a certa altura daria um tiro na cabeça. Felizmente que ele tinha uma sobrinha médica que todas as noites durante meses lhe aplicava morfina para ter uma vida mais suportável, contudo isso não era o suficiente. Recorria ao IPO e por parte dos médicos não havia uma resposta para resolver aquele problema e nem sempre ele se podia deslocar ao IPO porque estava debilitado fisicamente. Nessa altura a Igreja Católica não se importou com o meu pai porque ele odiava os padres, visto que em pequeno , se não fosse à missa na aldeia, davam-lhe bofetadas que o deixavam a sangrar do nariz. Um autêntico pesadelo e isso provocou-lhe um trauma e nunca mais gostou de padres e da sua doutrina baseada em mentiras.

Agora a Igreja Católica quer interferir com o sofrimento alheio , quando no passado e no presente continua a massacrar pessoas e crianças através das suas palavras meladas e maléficas. Por favor, senhores deputados não se deixem manipular por uma instituição religiosa que está a perder crentes e com cada vez menos padres a atormentarem a vida das pessoas livres e independentes.

Pensem que o sofrimento ao vivo é doloroso para quem vê e sobretudo para quem o padece de forma cruel e sem solução à vista . Só os ricos é que podem recorrer aos cuidados paliativos e mesmo assim entre os familiares dos ricos à um desprezo face ao doente seu familiar que sofre.

Sei que o meu pai está bem e naquela altura a família esteve sempre do seu lado e mais ninguém se importou com ele , nem IPSS , nem médicos católicos, nem padres . Ninguém , só a família direta.

Cumprimentos e desculpem o desabafo, mas em Portugal os piores são os das vestes sacerdotais e os políticos e fanáticos com tremenda hipocrisia.

2020-02-12

Direitos do Dirigente Associativo Jovem

Segundo os artigos 24.º e 25.º do Lei n.º23/2006 de 23 de junho os direitos do Dirigente Associativo Jovem são essencialmente:

- Relevação de faltas às aulas, quando motivadas pela comparência em reuniões dos órgãos a que
pertençam, no caso de estas coincidirem com o horário lectivo;
- Relevação de faltas às aulas motivadas pela comparência em actos de manifesto interesse associativo;
- Requerer até cinco exames em cada ano lectivo para além dos exames nas épocas normais e especiais já consagradas na legislação em vigor, com um limite máximo de dois por disciplina;
- Adiar a apresentação de trabalhos e relatórios escritos, de acordo com as normas internas em vigor no respectivo estabelecimento de ensino;
- Realizar, em data a combinar com o docente, ou de acordo com as normas internas em vigor, os testes escritos a que não tenha podido comparecer devido ao exercício de actividades associativas inadiáveis.

Enquanto estes são direitos essenciais e altamente importantes para a devida prossecução dos fins das associações juvenis, sendo medidas que afetam diretamente as vidas dos respetivos dirigentes, não são de todo suficientes. Falta acompanhamento pelas respetivas autoridades, e falta de informação por parte das faculdades.

Os dirigentes associativos deparam-se muitas vezes com a realidade de ter que ficar mais tempo a fazer o curso superior em que se encontram matriculados em favor da associação que dirigem, mesmo com os benefícios contemplados nesta lei. Um dos maiores problemas com que se deparam é o regime de precedências adotado por muitas faculdades portuguesas. Sugere-se portanto, que o regime de precedências não seja aplicado a estudantes com estatuto de dirigente associativo, trabalhador-estudante, atletas federados ou qualquer outro estatuto semelhante por prejudicar gravemente o dia-a-dia destes estudantes, das atividades de que fazem parte e dos seus percursos académicos.

2020-02-09

Conhecer a Política em Portugal

Venho por este meio sugerir a criação de uma plataforma (digital e física) que permita aos eleitores conhecer os políticos e as suas inclinações.
Sendo para tal necessários dados como:
Percurso académico-político
Breve descrição da sua posição política
O que pretende concretizar no seu mandato
Etc.

Desta forma todos os políticos em Portugal teriam uma plataforma através da qual o povo português os possa conhecer, criando o substrato necessário para que haja eleições verdadeiramente democráticas e igualitárias.
(Pessoalmente, estou cansado de votar em branco ou de não saber concretamente em quem/o que estou a votar.
Também acredito que uma plataforma deste tipo possa ser um enorme incentivo para que a população mais jovem se sinta incluída no processo político e eleitoral do nosso país e que essa inclusão seja acima de tudo informada!

2020-02-08

Privatização parcial da RTP

Na medida em que a televisão pública no seu primeiro canal emite programas semelhantes aos das televisões privadas, tendo ainda direito a publicidade, seria racional e até uma forma de poupança, a venda parcial da RTP a privados , tal como fizeram com a TAP.

2020-02-07

Aproveitamento de edifícios públicos abandonados em Peso da Régua

A cidade de Peso da Régua ao longo dos tempos foi perdendo serviços públicos essenciais para a população local e também para os visitantes que acorriam e acorrem aos milhares na época estival. Agora a cidade encontra-se com alguns edifícios públicos abandonados, tais como: o Hospital S.Luís e a Casa do Douro que são duas referências da cidade duriense, mas cujo governo central ainda não apresentou condignamente uma solução viável para uma utilização futura.

Peso da Régua não possui Loja do Cidadão, uma enorme falha visto que os residentes no concelho têm que se deslocar de uma repartição para outra repartição para a resolução de assuntos burocráticos. Porque não transformam a Casa do Douro numa autêntica Loja do Cidadão com todos os serviços públicos essenciais integrados num mesmo local, pois o edifício é enorme e espaçoso.

Relativamente ao hospital, seria ideal que o governo o colocasse à venda e assim a cidade passaria a ter uma clínica privada ou uma unidade hospitalar totalmente particular de acesso a pessoas que possam assim orgulhar-se da reabertura de um hospital emblemático e muito acarinhado pelos durienses.

2020-02-07

Extinção ou fusão de Institutos Politécnicos no litoral !

Portugal tem demasiados Politécnicos e os alunos que acabam os seus cursos superiores nessas entidades de educação/formação terminam inscritos na sua maioria nos centros de emprego, causando imensos danos psicológicos a quem termina um curso. Por isso, recomendo a extinção de Politécnicos ou fusão dos mesmos para , por um lado,não aumentar a frustração dos formados/desempregados e, por outro lado, redução da despesa pública em cursos superiores repetitivos nos diversos institutos superiores públicos.

Cabe ao governo ser racional e assertivo nas decisões que toma para bem de todos e não favorecer uma minoria de professores destes institutos que unicamente pensam no seu umbigo e esquecem por completo que estão a formar alunos para se " enterrarem" nos centros de emprego e aí permanecerem inscritos um ou mais anos seguidos sem oportunidades adequadas aos conhecimentos adquiridos.

Reafirmo a extinção ou fusão de Politécnicos ( no litoral, já que o governo está na onda da defesa do interior). Não estou a ser irónico, é uma realidade a que assistimos todos os dias com diversos ministros a falarem da descentralização e valorização do interior esquecido e abandonado pelo poder central.

Diminuir às despesas públicas nestas entidades também aliviaria a quantidade de impostos e mais impostos que todos pagam excessivamente.

2020-02-07

Redução das comissões de conta no banco público - CGD.

Considero que o banco público deve trilhar outro caminho e deixar de concorrer com os demais, tendo em vista uma salutar aproximação entre clientes privados e os bancários que nesta entidade pública financeira trabalham com uma missão: valorizar as contas dos seus clientes e salvaguardar as pequenas contas à ordem que alguns clientes-desempregados usufruem.

Esses desempregados que possuem uma conta na CGD deveriam, tal como nas taxas moderadoras na saúde, verem reduzidas as suas comissões de conta mensais, pois elas têm vindo a aumentar desde 2018.

Espero contar com todos aqueles que defendem a banca pública e os seus clientes de longa data, por isso tenham em consideração aqueles que vivem de parcos rendimentos inferiores ao salário mínimo. É uma questão de dignidade humana.

2020-02-04